segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Laboratorial (RJ)

Marcello Valle vive Marcello Vale em cena
Foto: divulgação

A delicadeza do bom teatro

O espetáculo “Laboratorial”, produção integrante da comemoração dos 25 anos da Companhia dos Atores, é excelente. Simples, dinâmica, criativa e muito inteligente, a peça articula uma série de questões que, ao mesmo tempo em que fazem a arte pensar sobre si própria, promove um espaço para o homem pensar sobre si mesmo, sobre o lugar para onde a maturidade o leva e sobre que tipo de contemporaneidade o circunda. Minuciosa, delicada e pontual, a peça parte de um lugar de sublime convivência entre um ator (Marcelo Valle) e o público, esse tão essencial ao teatro desde a sua aparição. Indo adiante, vai encontrar-se com a contemporaneidade – o aparato tecnológico – e com a multiplicidade das pessoas discursivas dentro de uma só pessoa. Somos, afinal, o perfil do Facebook, do Instagram, do Whatsapp e do Grooveshark, o cidadão que defende mudanças na política e opina sobre tudo, sem deixarmos de ser o filho, o namorado, o aluno, o profissional, o locatário e o cliente. Por fim, a peça faz uma volta ao ponto que é anterior ao inicial: antes de estarmos diante de outros homens e de sermos muitos homens, somos homens. E aí, na solidão de Cabíria, encontramos graça em recomeçar, pois não há outra alternativa para seguir. Escrita por Diogo Liberano, a montagem se situa ao lado de “Sinfonia Sonho” e de “Maravilhoso” no currículo de ótimos textos desse jovem dramaturgo. Dirigida por Cesar Augusto e pelo inglês Simon Will, a peça faz do extremo íntimo o seu maior palco e, por isso, se coloca no roll dos grandes espetáculos desse ano carioca tão rico. Vale muito a pena ver! 

É certo que o maior desafio do teatro é a sua existência e isso está no sangue que corre em suas cortinas. Diferente das outras artes, o teatro não sobrevive além dos artistas e além do público que assiste aos artistas, pois, quando acaba o momento de encontro, acaba o teatro. Ou seja, falar sobre teatro é sempre falar sobre algo que já não existe em sua corporalidade. Quando Marcelo Valle (propositalmente o nome do personagem e o nome do ator são o mesmo) se propõe a discutir que tipo de ator tem sido, que tipo de homem tem sido, o que ele quer de sua vida para dali adiante, para o quê serve a sua profissão, o personagem se torna metáfora do teatro. Ao dizer que precisa da ajuda do público para imaginar um corpo que não está fisicamente em cena, por exemplo, pontua o fato de que teatro, desde os gregos, é "lugar de onde se vê". Esse corpo a ser imaginado é, por sua vez, metáfora para o laço que une público e plateia, processo e realização, início e fim do espetáculo – acordos esses que fazem parte da liturgia cênica no âmbito de suas partes. Quando, ainda, o ator propõe uma interação dele próprio com figuras de si exibidas através de monitores de televisão, câmeras de vídeo ligadas ao vivo e imagens fotográficas de si próprio recortadas, o teatro se questiona sobre o seu lugar na parafernália internética em que, quanto mais acessíveis estamos e acessados somos por outrem, mais sozinhos também ficamos. Por fim, depois de dois atos completamente estéreis, teórico-argumentativos, frios, alguém abre uma porta por onde se vê a vida lá fora da sala de espetáculos. Nisso, o teatro vira discurso feito para lembrar que o homem só é homem enquanto é parte da natureza e é nesse ser parte que nos encontramos – ator e público. 

Com um roteiro aparentemente despretensioso, “Laboratorial” constrói suas estruturas invisivelmente. O espectador acompanha o discurso de Valle e se perde em tentativas de dar sentido para o que vê, entender o que está acontecendo e encontrar, assim, o seu lugar dentro da proposta do espetáculo. É de propósito, pois a peça precisa estruturar esse lugar de abandono para só então dizer a que veio em sua potência. E diz sublimemente. Na direção, cada passo, cada movimento, cada frase são articulados em grande delicadeza, de forma que, ao longo dos minutos da apresentação, o encontro deixa de ser vulgar ou mero entretenimento e volta a ganhar a importância que, no teatro, felizmente nunca deixou de ter (apesar das pessoas insistirem em não desligar celulares, em gostar de filmar peças, em fotografar cenas, em comer balas barulhentas). Contudo, o maior destaque dessa produção é o modo como o vídeo está presente na cena, esse a partir de projeto de Alexandre Bastos (NovaMidia). Sem serem ilustrativamente cenográficas, as projeções também não concorrem com o ator, mas o questionam e interrogam o teatro como todo no seu maior desafio já exposto: a existência. Nesse sentido, “Laboratorial” atinge o objetivo, mas só é realmente bom porque nos força a levar o resultado dessa experiência (laboratorial) para a vida que, ao final, contemplamos lá fora na beleza da diferença que a arte propõe. 

Antes de terminar, feitas quase todas as considerações mais importantes, é preciso elogiar Marcelo Valle por tudo, mas principalmente pela qualidade de seu uso vocal. Nisso, mostra-se um ator infelizmente cada vez mais raro: aquele que sabe dizer o texto de forma clara, inteligente, criativa e efetiva com toda a força de cada sílaba e com toda a intenção consciente de cada tom ou pausa. Excelente. 

“Laboratorial” cumpre temporada na Sala Rogério Cardoso, da Casa de Cultura Laura Alvim. Fica a exortação para fruir esse momento bastante especial que essa análise tentou descrever (e avaliar). 

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Ficha técnica
Com: Marcelo Valle
Direção: Cesar Augusto e Simon Will
Dramaturgia: Diogo Liberano
Assistente de direção: João Marcelo
Estágio de direção: Breno Motta
Cenário: Aurora de Campos
Figurino: Antonio Guedes
Iluminação: Maneco Quinderé
Trilha sonora: Felipe Storino
Projeto de multimídia: Alexandre Bastos / NovaMidia
Direção de produção: Tárik Puggina
Produção: Nevaxca Produções
Coprodução: Treco
O espetáculo foi criado colaborativamente entre Cesar Augusto, Diogo Liberano, Marcelo Valle e Simon Will

Academia do coração (RJ)

Cristina Pereira, Arlindo Lopes,
Ernani Moraes e Sandro Christopher em cena
Foto: divulgação

Menor

Ninguém discorda de que os livros de autoajuda são um tipo de literatura menor, como também não sobre o artesanato em relação às artes plásticas. O motivo é claro: o preço estético na produção de um objeto que seja vendável (sendo artístico também) é muito alto. "Academia do coração" é uma comédia (?) de autoajuda e, por isso, representante de um teatro menor. Na história mal escrita pelo célebre dramaturgo Flávio Marinho, o jovem Lucas, após receber um novo coração via transplante, passa a frequentar uma clínica de medicina esportiva, onde é colega de um ex-cantor lírico (Sandro Christopher), de uma artista plástica que gostaria de ser bailarina (Cristina Pereira) e de um dançarino de sapateado (Ernani Moraes), todos eles também em tratamento. Como um "anjo de perfeição", em que absolutamente nenhuma fala não seja um “emendar de pílulas de sabedoria”, esse protagonista há de transformar a vida daqueles que com ele convivem. Ao final de um ano, com a chegada do natal, Lucas ganhará alta da doutora Ângela (Bia Nunes), que também sentirá falta do paciente ao lado do professor de educação física Uóxinton (Renato Reston). É quando a ficha de Lucas não será encontrada e todos vão duvidar do fato dele ter realmente existido. Ou seja, ao longo de noventa minutos, uma sucessão de clichês mal articulados entedia tanto aqueles que vão ao teatro em busca de um pouco mais de profundidade sobre qualquer assunto quanto aqueles que querem apenas se divertir. O elenco experiente, há que se dizer, tenta, mas não consegue fazer dessa produção algo merecedor de outra avaliação que não seja “teatro menor”. A peça, que tem direção do seu autor, está em cartaz no Teatro Maison de France.

Em dois terços da narrativa, todas as falas do diálogos são voltadas para a apresentação dos personagens. Liz (Cristina Pereira) produz obras visuais a partir da maconha plantada em sua própria casa e, talvez por isso, elas não são aceitas em nenhuma galeria há cinco anos. Petrus (Sandro Christopher), um colunista social aposentado, já não tem mais fôlego para cantar as árias que cantava outrora e preocupa-se, agora, com a manutenção de sua vida sexual. Duda (Ernani Morais) ainda amarga a viuvez e a saudade que tem dos netos, que moram nos Estados Unidos, além de sofrer o fechamento da escola de dança em que fazia aulas de sapateado. Dra. Ângela (Bia Nunes) tenta segurar “as pontas” do financeiro da clínica recentemente aberta, enquanto se envolve em relacionamentos amorosos cada vez mais difíceis (um especialista em calefação no nordeste, um surfista mineiro, um gaúcho vegetariano, um motorista de Teresina, entre outros). Uóxinton (Renato Reston) corre de um emprego para outro de bicicleta até que ela é furtada na porta de um supermercado. Com a chegada de Lucas (Arlindo Lopes), Liz voltará a dançar, Petrus voltará a cantar, Duda voltará a dançar, Ângela conseguirá terminar o namoro e uma nova bicicleta será comprada para o esforçado professor. Concretizando um tipo de “fada madrinha”, o personagem torna todos os desafios fáceis de transpor, esvaziando a trama e superficializando a narrativa. Como base, os três pacientes (Liz, Petrus e Duda) são sessentões com seus próprios vícios: um fuma maconha, outro cigarro e outro gosta de comer. No entanto, a base se desfaz, pois, logicamente, com um herói tão poderoso, não há causa invencível.

Em todas as cenas, os convites ao choro ou ao riso são claros demais constragedoramente. Cristina Pereira, em sua performance, usa todo o seu repertório que fez dela uma grande atriz comediante para tirar algum proveito dessa situação caótica. Arlindo Lopes, em contrapartida, repete o que já fez em “Ensina-me a viver” e em “Jardim Secreto”, trazendo novamente a candura angelical treinada com os personagens problemáticos, mas de bom coração, das dramaturgias melhores em que esteve envolvido. Em uma cena, após propor “uma vaquinha” para comprarem uma nova bicicleta para Uóxinton, o personagem de Arlindo pára no centro da clínica com a mão espalmada para baixo e, um a um, todos o seguem, colocando as palmas umas por cima das outras e selando o pacto. O momento açucarado em excesso parece obrigar o espectador a se emocionar e, por isso, está longe de conseguir. Esses para citar dois exemplos.

Quanto aos elementos outros, é elogioso o cenário de Edward Monteiro, por construir um lugar cheio de pequenos ambientes, mantendo em nível alto o clima geralmente cafona de uma academia esportiva e seus múltiplos aparelhos (esteiras, bicicletas ergométricas, alteres, etc). É positivo também o figurino da Espetacular! Produções & Artes por criar detalhes significativos na presença dos personagens (o lenço no pescoço de Petrus, a bolsa de Duda, os vestidos de Liz, por exemplo).

É preciso dizer, antes de concluir, que “Academia do Coração” tem um momento que faz valer a pena ter ido ao teatro. Em uma cena, Sandro Christopher interpreta à capela a canção “Ol’ Man River”, do musical Show Boat, de 1927. Por ser difícil e de extrema beleza, é raríssimo encontrar alguém que consiga tal façanha com tamanha galhardia. O feito é, de fato, aplaudidíssimo e merece sê-lo mais.

Com ares de politicamente correto, mas voltado única e exclusivamente ao consumo e, por isso, menor, “Academia do coração” não representa o valor artístico dos seus realizadores, Flávio Marinho e elenco principalmente. Felizmente, outros espetáculos por eles assinados virão. 

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FICHA TÉCNICA
Texto e Direção: Flavio Marinho
Assistente de Direção: Andrea Dantas

Elenco / Personagens:
Cristina Pereira / Liz
Ernani Moraes / Duda
Bia Nunnes / Dra. Ângela
Sandro Christopher / Petrus
Arlindo Lopes / Lucas
Renato Reston / Uóxinton

Cenógrafo: Edward Monteiro
Figurinista: Ney Madeira, Dani Vidal e Pati Faedo (Espetacular! Produções & Artes)
Iluminação: Paulo César Medeiros
Trilha Sonora: Flavio Marinho
Coreografia: Mabel Tude
Preparação Vocal: Angela de Castro
Personal Trainer: Rafael de Oliveira Martins
Visagismo: Marcelo Dias
Fotos: Beti Niemeyer
Programação Visual: Gamba Junior
Texto do Programa: Luiz Fernando Vianna
Cenotécnico: André Salles
Costureira: Odília Lúcia de Almeida
Produção Executiva: Christiane Régis
Assistente de Produção: Marcus Vinícius de Moraes
Direção de Produção e Administração: Fábio Oliveira
Realização: F.M.O. Produções Artísticas Ltda
Assessoria de Imprensa: JSPontes Comunicação - João Pontes e Stella Stephany

domingo, 24 de novembro de 2013

No táxi (RJ)

Jorge Neves interpreta o taxista Sergio em peça
escrita, dirigida e producida por Cristina Fagundes
Foto: Cerejeira Produções

O hiper-realismo em um EXCELENTE espetáculo na programação do Rio

É para peças como “No táxi” que as leis de incentivo governamentais são feitas. Com um elenco de sete pessoas, a lotação máxima de público é de três. Apenas três pessoas podem assistir a “No táxi” por vez, porque apenas 3 pessoas cabem no banco de trás de um táxi. Com texto, direção e produção de Cristina Fagundes, o espetáculo é nada menos que excelente. Tem excelentes interpretações, excelente trabalho de direção, mas também é um excelente motivo para pensar em Jean Baudrillard e as reflexões dele sobre o estado limite entre realidade e não-realidade, o que ele chama de hiper-realidade. Na produção, o espectador entra em um táxi no Sindicado do Chopp, no Leme, zona sul do Rio de Janeiro, e aguarda a peça começar. Sérgio (Jorge Neves), o taxista, está tomando um café nas redondezas quando volta ao trabalho, entrando no carro e ligando o motor. “No táxi” não é performance (nesse gênero, o espectador não sabe o que é personagem e o que é ator), mas é teatro no seu gene mais puro. Apesar de ser um táxi que realmente existe em um lugar da verdade que é além da narrativa e apesar desse carro andar por ruas da cidade que fervilham de vida não ficcional, sabemos que é uma peça, sabemos que são atores interpretando o personagem e sabemos que há um texto, uma direção e uma concepção estética bem amarrada. E, se olharmos para o caminho que o espetáculo aponta, vamos ter a certeza de que é um excelente teatro.

Primeiro sobe um turista em visita ao Rio (Marcelo Dias), depois uma senhora dona de um envelope (Mabel Cezar), em seguida uma mulher (Ana Paula Novellino) vinda de um almoço com a irmã (Cristina Fagundes) e, por fim, um ex-presidiário (Fernando Melvin). No meio caminho, uma das amantes do taxista o surpreende mentindo (Rita Fischer). O todo, assim, mistura histórias da vida pessoal do taxista e também dos seus passageiros, mas, embora tudo isso seja bem feito, não é aí que está a potencialidade maior dessa produção. Durante o trajeto, pessoas fazem sinal para o táxi, trabalhadores do posto de gasolina assistem à briga entre Sérgio e sua amante, o rádio ligado no interior do carro está realmente transmitindo a programação de uma rádio em tempo real. Como se não bastasse, há outras camadas: no banco de trás, o balanço do carro é como um balanço além da narrativa. Os barulhos da cidade, a vista, o ritmo do trânsito, os cheiros, tudo isso pertence ao mundo além do teatral. A experiência, mantendo-se dentro de altos padrões de qualidade estética da ordem da interpretação, da direção e da dramaturgia, é também uma experiência sensorial de mundo, pois o espectador, como um fantasma, está no banco de trás sem ser visto, preservada a quarta parede, como um voyeur bastante íntimo.

Em termos de teoria teatral, sabemos que, diferente do que acontece com as outras artes, não há uma especificidade teatral, um signo que seja próprio do teatro e só dele. O teatro vive de signos tornados teatrais. Uma cadeira que existe além da peça, no palco, pode ser um trono se, ao seu lado, estiver um ator interpretando um Rei. Em outras palavras, o teatro torna seu aquilo que não é seu. Em “No táxi”, o processo é surpreendentemente outro, pois o teatro, aqui, não se apropria de um objeto do mundo, desventindo-o de suas regras primeiras e investindo-o sobre outra lógica, mas apropria-se DO MUNDO, fazendo conviver a lógica teatral com a lógica não-teatral concomitantemente. Na plateia, o espectador sabe, com um olho, que está assistindo a uma história, mas sabe também, com outro, que uma série de vários acontecimentos imprevisíveis pode acontecer. Além disso, “No táxi” recupera a discussão de José Carrera sobre a dicotomia entre o “teatro de rua” e o “teatro na rua”. Embora partamos da segunda opção, sabemos que o carro está na rua, mas nós estamos dentro dele (e, durante a peça, só sairemos se quisermos), de forma que, também nesse ponto, a produção vai além, pois discute o espaço teatral com ainda maior profundidade.

São notórias as nuances interpretativas do trabalho de cada um do elenco. Como estamos bastante próximos da cena, os gestos que dão a ver os personagens são positivamente minuciosos: a caída de um olhar, um segundo de tempo mais demorado, o toque das mãos do taxista na coxa do passageiro ao mudar de marcha, entre outros. Em rápidos momentos, os atores quebram a barreira com o público, olhando para eles através do retrovisor. Nesse microssegundo, o acordo é ratificado: “estamos contando uma história pra você”. No todo, não há destaques no trabalho de interpretação, pois todos os intérpretes oferecem belíssimos trabalhos de atuação, o que salto positivo também para a direção de Cristina Fagundes.

Além do já tratado, vale uma atenção particular para o texto. De um lado, temos cenas (o taxista e os passageiros) e entre-cenas (o taxista antes e depois dos passageiros) bem construídas, com contornos surpreendentes, bastante engraçadas e não menos tensas. De outro, temos uma dramaturgia alternativa que se esforça no estabelecimento de marcas de hiper-realidade: comentários visuais, respiração mais demorada, inserção de “cacos” sem exagero (o que aumentaria negativamente a insegurança e criaria uma espécie de desvalor) de forma que o que acontece dentro do táxi teatral dialoga com o mundo que o circunda fluentemente. O jogo é bastante positivo, cheio de méritos.

“No táxi” é uma produção que não tem como viver de bilheteria por partir de uma situação que impede formalmente isso (o mesmo acontece com o Teatro de Lambe-Lambe, por exemplo, esse feito para apenas um espectador por vez). É, no entanto, uma obra artística cheia de potencialidades reflexivas e que proporciona uma experiência estética ímpar. Olhando para o programa da peça entregue antes de entrarmos no táxi, há que se ver com tristeza nenhum incentivo público. Isso precisa ser corrigido! O mais, aplausos e vida longa!

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FICHA TÉCNICA
TEXTO E DIREÇÃO: Cristina Fagundes
ASSISTÊNCIA DE DIREÇÃO: José Auro Travassos
ELENCO: Ana Paula Novellino (Lídia), Cristina Fagundes (Selma), Fernando Melvin (Bigorna), Jorge Neves (Sérgio), Mabel Cezar (Diva), Marcelo Dias (Jorge Maiquel ) e Rita Fischer (Vânia).
PRODUÇÃO: Cristina Fagundes
ASSISTÊNCIA DE PRODUÇÃO: Herton Gustavo
FIGURINO: Luana Monteiro
TRILHA: Egressos do Clube
PROGRAMAÇÃO VISUAL: Marie Moreira
FOTOS: Cerejeira Produções
ASSESSORIA DE IMPRENSA: Lyvia Rodrigues
REALIZAÇÃO: Fagundes Produções