quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Depois do amor (RJ)

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Foto: divulgação


Danielle Winits e Maria Eduarda De Carvalho

Um espetáculo surpreendente

Danielle Winits surpreende em sua interpretação de Marilyn Monroe na peça "Depois do amor". O espetáculo escrito por Fernando Duarte foi a última produção dirigida por Marília Pêra (1943-2015), que faleceu no mesmo dia em que a peça estreou no Teatro Amazonas em Manaus. Além de Winits, Maria Eduarda De Carvalho está no elenco nessa temporada do Teatro Vanucci, no Shopping da Gávea, na zona sul do Rio de Janeiro. Na história, a personagem fictícia Margot Taylor é uma assistente de figurino do filme "Something's got to give" que vem para tirar as novas medidas da diva do cinema americano. Dez anos antes, Marilyn havia roubado o namorado Margot, Joe DiMaggio, casando-se com ele. E agora as duas precisam resolver essa questão. A peça fica em cartaz até 6 de março e vale a pena ser vista.

Realidade e ficção no texto original de Fernando Duarte
Os melhores momentos de "Depois do amor" são aqueles em que a peça se afasta da aparência do documental. É quando as duas personagens em cena – Marilyn e Margot – estão equânimes, prontas para um combate de igual para igual. São nas cenas finais em que mais vezes isso acontece.

O texto parte de um contexto nebuloso, dividido entre fatos reais e outros ficcionais ou conspiratórios. No início de 1962, Marilyn Monroe (1926-1962) encabeçava a produção de "Something's got to give", filme que salvaria a FOX das dívidas que "Cleópatra" cada vez mais terrivelmente aumentava. Nos primeiros dezessete dias de filmagem, porém, ela apareceu apenas uma vez no estúdio, alegando sempre problemas de saúde. Quando isso aconteceu, ela estava dez quilos mais magra, o que exigiu a remodelagem de todos os seus figurinos.

Também é real que, dez anos antes, em 1952, através de um amigo, o jogador de baseball Joe DiMaggio (1914-1999) conseguiu um encontro com Marilyn. Ambos, mundialmente famosos por suas carreiras no esporte e no cinema, haviam se divorciado e estavam oficialmente solteiros. O casamento entre eles aconteceu em janeiro de 1954 e terminou em outubro. Católico conservador, DiMaggio queria de sua segunda esposa o mesmo que almejava da primeira, a atriz Dorothy Arnald (1917-1984): que ela abandonasse a carreira e se tornasse apenas uma dona de casa. Marilyn não topou.

No início dos anos 60, Monroe e DiMaggio voltaram a se encontrar. Sabe-se que, nesse período, ela estava apaixonada pelo então presidente John F. Kennedy (1917-1963), em cujo aniversário ela sensualmente cantou "Happy Birthday". Os direitos autorais da canção pertenceram até fevereiro de 2016 à Warner, concorrente da Fox, onde Marilyn deveria estar filmando "Something's got to give" naquele maio de 1962. O filme permaneceu inacabado. Marilyn Monroe foi encontrada morta em sua casa em 5 de agosto de 1962 e, apesar de diversas teorias conspiratórias, a informação oficial ainda é a de que ela cometera suicídio a partir da ingestão de barbitúricos.

De modo prejudicial, o espetáculo "Depois do amor" faz força em se apresentar como um documentário, talvez confiando pouco em sua capacidade de ser uma boa ficção. Na gravação final, a dramaturgia afirma que a estrela foi assassinada, mas essa é apenas uma hipótese defendida pelo livro "O assassinado de Marilyn Monroe: caso concluído", dos jornalistas Jay Margolis e Richard Buskin. Não há também relatos da existência real de Margot Taylor. Esses desvios, no entanto, não tiram o mérito do todo. O aspecto humano por trás das duas mulheres cuja amizade se rompeu por causa de um homem é o que prende a atenção na história mesmo daqueles que só vieram assisti-la por conta do ícone cinematográfico.

Em outras palavras, quanto mais nítido fica o duelo entre as duas mulheres, melhor para as personagens (que ficam mais fortes), para a narrativa (que fica mais interessante) e para o público (que se desprende da tarefa de checar fatos e se solta na fruição de uma boa história). Nesse sentido, enquanto sobram diálogos informativos, valorizam-se os criativos. E é por eles que a dramaturgia de Fernando Duarte merece aqui parabéns.

Desafios vencidos nas interpretações
Danielle Winits (Marilyn Monroe) e Maria Eduarda De Carvalho (Margot Taylor) têm um começo difícil, mas conseguem sair dele bem. De um lado, Winits têm a árdua tarefa de interpretar uma das maiores estrelas do cinema internacional em um dos seus momentos mais complexos, mais explorados, mais revisitados. Nossa intérprete assim, em evidente coragem, lida inicialmente com altas cobranças que dizem respeito à sua aparência, à relação entre realidade e ficção e à situação que a narrativa de "Depois do amor" lhe impõe. É bonito ver como Winits, pouco a pouco, desliza pelas barreiras e, talvez tocada, também toca o público com sua versão original, humana e elogiosa.

De outro, Maria Eduarda De Carvalho precisa, no início da peça, apresentar sua personagem e defende-la no âmbito de seu contexto e de seu conflito para, em seguida, disputar lugar com a de Winits. Consciente de que só uma luta de igual para igual poderá dar à narrativa algum valor, Carvalho tem interpretação meritosa sobretudo quando sua personagem "amolece". É aí que se veem as nuances alternadas em exploração potente. Por ter desenhado, essa dança entre Winits e Carvalho, a direção de Marília Pêra, assistida por Fernando Philbert, teve aqui ótimo resultado.

São elogiáveis as colaborações do cenário de Natália Lana, aqui em seu melhor trabalho, e dos figurinos de Sônia Soares. Mais discretas, com menos requisições do texto, a trilha sonora de Paula Leal e a iluminação de Vilmar Olos também cumprem bem seu papel.

Produção de Cássia Villabôas e de Fernando Duarte
É possível que o título "Depois do amor" faça alguma relação com "Depois da queda", peça escrita pelo famoso dramaturgo Arthur Miller (1915-2015), terceiro marido de Marilyn Monroe, dois anos depois da morte da estrela. Lá como cá, as crises dão lugar a uma relação mais sólida, a uma reflexão mais duradoura. Eis aqui um espetáculo surpreendente!


*

FICHA TÉCNICA:
Autor: Fernando Duarte
Direção: Marília Pêra
Atores: Danielle Winits e Maria Eduarda De Carvalho
Trilha Sonora: Paula Leal
Cenário: Natália Lana
Figurinos: Sônia Soares
Iluminação: Vilmar Olos
Design: Ronaldo Alves
Fotógrafa: Lúcio Luna
Visagista: Max Weber
Ass. Figurinos: Juliana Barja
Confecção e cenotecnia cenário: André Salles e Equipe
Assessoria de Imprensa: Rafael Barcellos / Stratosfera
Operador de Luz: Walace Furtado
Operador de Som: Thiago Pinto
Contrarregra: Ricardo da Silva
Dir. de Produção: Cássia Vilasbôas e Fernando Duarte
Assistente Produção: Mayara Maia
Adm. Financeira: Karime Kawaja
Assessoria Jurídica: Jonas Vilasbôas
Produção: NOVE Produções
Produtora Associada: Winits Produções
Realização: NOVE Produções

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Meu passado me condena - A peça (RJ)

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Fábio Porchat e Miá Mello
Foto: divulgação

O maior sucesso teatral desse verão carioca

“Meu passado me condena – A peça” é o maior sucesso do teatro no verão carioca de 2016. A montagem, dirigida por Inez Viana com texto de Tati Bernardi, tem tido sessões lotadas no Teatro das Artes no Shopping da Gávea, confirmando a preferência do grande público da cidade por comédias. No elenco, Fábio Porchat e Miá Mello repetem os personagens da série de TV e do filme homônimos. Com os mesmos nomes dos atores que os interpretam, os personagens Fábio e Miá se conheceram em uma fila de banheiro e se casaram um mês depois. O público assiste à noite de núpcias do casal, quando eles de fato se conhecem e decidem se valerá a pena continuar juntos. Um espetáculo engraçado!

Os méritos da dramaturgia
“Meu passado me condena”, com roteiro de Tati Bernardi e direção de Júlia Rezende, foi uma série de sucesso no canal de televisão por assinatura Multishow que estreou em 2012. Um ano depois, veio o filme com a mesma equipe. Em 2015, foi lançada a continuação. Os números de Ibope e de bilheteria revelam o modo positivo com que o público brasileiro recebeu as produções. De alguma maneira, a narrativa corresponde às expectativas dos espectadores, conversa com eles, com seus anseios, reflexões e valores. Nesse sentido, a obra pode ser analisada como um tipo de retrato – parcial, mas sólido – da contemporaneidade, o que é um enorme mérito.

De início, a dramaturgia de Tati Bernardi reforça os preconceitos iniciais, mas talvez com vistas a não criar barreiras a quem está conhecendo os personagens. Fábio se casa porque acha Miá sexualmente atraente, ela porque tem medo de envelhecer ainda solteira. Ele é financeiramente mais limitado que ela, Miá é intelectualmente mais complexa que Fábio. Quando a história começa, os dois estão chegando da festa de casamento ao quitinete em Copacabana que ele comprou para ambos morarem. Há caixas por todos os lados, a cama ainda não chegou e os dois precisam fazer hora antes de pegar o voo que os levará para a lua de mel. É aí que o conflito começa.

Pouco a pouco, com habilidade, o texto oferece nuances que distanciam a narrativa da ratificação de estereótipos. O tema da vida sexual pregressa de ambos vem à baila, revelando problemáticas bem atuais. Questões familiares, sociais e religiosas também, deixando ver o jeito leve com que parcela de nossa sociedade (felizmente) encara esses assuntos apesar de seus aspectos mais sérios.

Sem dúvida o maior mérito do texto é jeito como a história caminha, alternando-se em nuances diferentes. Bernardi renova o fôlego da narrativa para além apesar de não haver nem mudanças de cenário ou de figurino, nem entradas e saídas de terceiros personagens. Dadas as dificuldades disso, eis aqui um ponto positivo a se destacar entre outros. Mais que tudo, o público se diverte e qualquer pessoa que gosta de teatro aplaude uma plateia lotada e não só a peça que ela confere.

Fábio Porchat e Miá Mello formam uma bela dupla!
No que diz respeito às interpretações, Fábio Porchat tem problemas de dicção e investe pouco em novas modulações de energia, de corpo e de voz. Fixo no personagem que a fama lhe consagrou, em “Meu passado me condena – A peça”, ele experimenta nada. No entanto, como numerosos comediantes que nossa história acumula, seu carisma é enorme. Acrescenta-se ainda sua indiscutível inteligência cênica, essa que nota através de uma soberba noção de ritmo aqui. Miá Mello, aproveitando melhor as oportunidades, defende com zelo e potência seu direito de brilhar ao lado de Porchat, ganhando no teatro os mesmos elogios a ela já feitos por suas atuações nesse personagem na TV e no cinema. Os dois formam uma bela dupla!

Em “Meu passado me condena – A peça”, os aspectos estéticos também são positivos. Visualmente, o espetáculo é muito simples, mas isso não quer dizer que não tenha havido concepção, planejamento e controle de viabilização. Enorme quantidade de caixas de papelão dominam o ambiente no cenário de Aurora dos Campos, que representa um apartamento recém ocupado. Uma estrutura de madeira delimita o espaço, fechando e concentrando o quadro dentro do palco do Teatro das Artes. No figurino de Juli Videla e na luz de Tomás Ribas, não há grandes destaques e na trilha sonora de Marcelo Alonso Neves também não, mas a montagem atende bem às necessidades da narrativa.

Comédia de sucesso
Em sua sétima direção, Inez Viana, aqui assistida por Junior Dantas, assina a responsabilidade pela elogiosa encenação dessa comédia, existente na TV e no cinema, mas que agora se encontra com o teatro. “Meu passado me condena – A peça” vale a pena ser visto e é digna da numerosa plateia que tem recebido no Rio de Janeiro e que há de ganhar outros palcos pelo país. 

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Ficha Técnica
Elenco: Fábio Porchat e Mia Mello
Texto: Tati Bernardi
Direção: Inez Viana
Assistente de direção: Júnior Dantas
Direção Musical e Trilhas: Marcelo Alonso Neves
Iluminação: Tomás Ribas
Cenografia: Aurora dos Campos
Assistente de cenografia: Julia Saldanha
Figurinos: Juli Videla
Assistente de figurinos: Alessandra Padilha
Arte e design: Marcos Guimarães
Assessoria de Imprensa: Luiz Mena Barreto
Produção executiva: Ricardo Almeida (Rick)
Diretor de produção: Sergio Sayd
Realização: Sayd Empreendimentos Culturais

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Roma (RJ)

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Foto: Carol Beiriz


Linn Jardim e Juliana Lohmann

Espetáculo encantador

“Roma” estreou no fim de 2015 e segue fazendo uma bonita temporada nesse verão carioca. Dirigida por Renato Farias, a peça teve texto livremente inspirado no belo filme “Um quarto em Roma”, do espanhol Julio Medem, lançado em 2010. Em meio a uma festa de réveillon em um hotel na capital italiana, Ana e Isabella fogem para o quarto da primeira, onde se conhecem e desfrutam de momentos de prazer. Para uma, mas talvez para ambas, nasce assim uma história de amor. Com Linn Jardim e Juliana Lohmann no elenco, o espetáculo é encantador. Voltará em cartaz entre os dias 19 e 28 de fevereiro na na Galeria do Teatro Sérgio Porto, no Humaitá, zona sul do Rio de Janeiro. 

Filme e Peça oferecem reflexões diferentes, mas igualmente nobres
O filme “Um quarto em Roma” e a peça “Roma” se diferem no modo como a história das duas personagens se relaciona com o que é exterior. Na obra escrita e dirigida por Julio Medem, Alba (Elena Anaya) é uma espanhola que, depois de ter se casado com homem na Arábia Saudita, voltou para a Europa onde viveu com uma mulher um romance que terminou há pouco. Natasha (Natasha Yarovenko) é uma atriz russa cuja personalidade se confunde com a de sua irmã gêmea. Ela está prestes a se casar com um homem. O encontro entre as duas se dá no primeiro dia do verão, em Roma, na Itália, para onde cada uma veio por motivos profissionais.

A narrativa do filme percorre em torno de dez horas em que Alba e Natasha passaram juntas no quarto da primeira. Nesse meio tempo, o espectador saberá que esses não são seus nomes verdadeiros. Além disso, entre elas, não se fala nem espanhol, nem russo, tampouco italiano, mas inglês. Isoladas em um país estrangeiro e com um idioma diferente, elas estão livres para ressignificar suas existências. Em uma das cenas mais bonitas do filme, uma bandeira branca tremula entre a de Roma e a da União Europeia enquanto a câmera sobe e o globo terrestre é contemplado. Está na hora do tipo de amor que se vivenciou ali não precisar mais se esconder, mas ganhar o mundo em paz.

O texto de “Roma”, em versão assinada por Guilherme Prates, não dá conta dessa reflexão mais política, centrando a dramaturgia no encontro entre as duas personagens. Na peça, elas se chamam Ana (Linn Jardim) e Isabella (Juliana Lohmann) e ambas são brasileiras. Em uma festa de réveillon na capital italiana, elas se conhecem e vão para o quarto de Ana enquanto os demais convidados comemoram. Depois de um jogo de sedução vencido arduamente pela anfitriã, as duas desfrutam da intimidade e conversam sobre si.

O público assiste à peça sentado em volta das atrizes em espaço plenamente branco e iluminado. Essa opção colabora com o espetáculo em sua primeira parte: Ana e Isabella, cujas histórias são quase iguais as de Alba e Natasha, estão se conhecendo. A festa lá fora dá sinais de que o ano novo já chegou e, dentro do quarto, jogos de prazer são divertidos. Quando a dramaturgia vira, no entanto, os resultados não são tão positivos.

Na segunda parte de “Roma”, muito diferente do que foi narrado do filme, as histórias de Ana e Isabella se misturam. Um drama se estabelece e ganha corpo, tomando o lugar da situação original. Essa nova força, porém, não tem uma estética que lhe valorize tão bem. Quando mais densos ficam os diálogos, mais constrangido fica o público, inadequado nessa nova energia. O espetáculo perde a boa fluidez de outrora.

Se, em “Um quarto em Roma”, torce-se até o fim para que o momento ganhe eternidade – o que não tira o valor do fugaz –, em “Roma”, a reflexão é outra. A capacidade do homem de reinventar a própria vida, e assim de alguma forma resolvê-la, é uma delas. E não se pode dizer que essa é menos valorosa que aquela.

Ótimas interpretações de Linn Jardim e de Juliana Lohmann
A direção de Renato Farias, assistido por Fernanda Boechat, tem excelentes resultados na primeira parte do espetáculo, mas há também vários méritos na segunda. A alegria explode na apresentação das personagens, do contexto e da narrativa, momentos esses em que se expõem os medos, as forças e o prazer que as personagem sentem uma com a outra. Depois, em cuidadosa opção, os movimentos diminuem e a ação fica mais densa, concentrando o foco. Como dito anteriormente, a manutenção do lugar do público em volta das atrizes não conversa fluentemente com o rumo que a história ganha, mas é notório que outras opções se esforçam em favor disso.

É bonito notar como as atrizes Linn Jardim (Ana) e Juliana Lohmann (Isabella) ganham o público ao longo da encenação. Suas construções evoluem com delicadeza e cuidado, se dirigindo potentemente para o fim. Ambas são carismáticas, movendo-se com habilidade tanto nos momentos mais animados quanto naqueles mais densos.

Se o espectador da peça tiver assistido ao filme, terá mais meios de interpretar o branco que impera no cenário de Gigi Barreto para a peça. É possível pensar que esse seja o modo como a história de Ana e Isabella pode atravessar o mundo e se tornar universal. No filme, a direção de arte de Montse Sanz optou por várias referências da história da arte ocidental para oferecer esse estilhaçamento. A luz de Rafael Sieg e o figurino de Thiago Mendonça fazem boas colaborações aqui. Tem destaque vibrante a trilha sonora da peça escolhida por Pedro Gracindo. Com certeza, os melhores momentos do ritmo se apoiam no ótimo uso desse elemento.


“Roma” está sendo um diferencial na grade de programação teatral do Rio de Janeiro nesse verão. A ver!

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Ficha técnica:
Texto: Guilherme Prates
Direção: Renato Farias
Elenco: Juliana Lohmann e Linn Jardim
Direção assistente: Fernanda Boechat
Iluminação: Rafael Sieg
Cenário: Gigi Barreto
Figurino: Thiago Mendonça
Trilha Sonora: Pedro Gracindo
Visagismo: Bruno Fattori
Fotografa: Carol Beiriz
Projeto Gráfico: Daniel Vides Veras
Assessoria de Imprensa: Bianca Arman e Thiago Braga
Direção de Produção: Eudes Veloso
Realização: Por Acaso e Companhia de Teatro Íntimo