quinta-feira, 3 de setembro de 2015

War (RJ)


Foto: divulgação

Clara Santhana, Verônica Reis, Natasha Corbelino, Ricardo Gonçalves, Fabrício Polido e Camilo Pellegrini


Novo texto de Renata Mizrahi traz Verônica Reis no melhor momento de sua carreira


“War”, novo espetáculo a partir de texto de Renata Mizrahi, celebra o aniversário de dez anos da Companhia Teatro de Nós. O espetáculo, que tem direção de Diego Molina, cumpriu temporada no Teatro I do Sesc Tijuca e agora entra em cartaz no Teatro do Sesi, na região central do Rio de Janeiro. No elenco, Camilo Pellegrini, Clara Santhana, Fabrício Polido, Natasha Corbelino, Ricardo Gonçalves e Verônica Reis, essa última em grande momento de sua carreira, apresentam ótimas interpretações. No texto, três casais de velhos amigos se encontram para jogar uma partida de War, mas, ao longo da noite, talvez o alcance desse objetivo não se realize plenamente. Eis uma ótima opção na programação de teatro carioca.

Renata Mizrahi vence mais uma vez!
Quando a história começa, faz seis meses que o casal André (Ricardo Gonçalves) e Marília (Natasha Corbelino) se mudou para um apartamento próprio, comprado por ela, afastado da zona sul do Rio. Eles estão juntos há mais de dez anos, tendo se unido quando ele, ainda bem jovem, fez sucesso com o roteiro de um filme que o projetou para o mundo. Agora, no entanto, a frustração profissional o faz sentir-se inferior à esposa, cujas promoções no trabalho são constantes. Na nova casa, a sensação de fracasso, tanto dele que não consegue pagar as próprias contas, quanto dela que se percebe incapaz de agradar ao marido, explodem na noite em que o casal recebe, pela primeira vez, antigos amigos para uma partida de War. Gustavo (Fabrício Polido) e Roberta (Verônica Reis), que moram juntos mesmo após a separação, são os primeiros a chegar. Parecido com o que acontece com o casal anfitrião, entre os convidados, é ele quem se sente frustrado pela perda de poder por sobre a ex-esposa, essa desempregada há um longo tempo. Por fim, chega Sérgio (Camilo Pellegrini), trazendo sua nova namorada Laura (Clara Santhana) para a surpresa do grupo que nunca o havia visto em um relacionamento sério.

Nessa dramaturgia original de Renata Mizrahi, o melhor é observar como, tal qual nos textos de “Os Sapos” e de “Silêncio!”, da mesma autora, um evento social acaba por ser campo de batalha onde os personagens revelam o pior de si mesmos. Aqui, como nesses dois textos anteriores, a intimidade compartilhada por parte do grupo permite a emergência de sentimentos mais profundos. As mágoas jogadas para fora, porém, acabam por ficar ainda maiores no olhar daquele que, na situação ficcional, é estranho aos demais. Laura, de “War”, assim como é Paula, de “Os Sapos”, e Flávio, de “Silêncio!”, garante o lugar constrangido do espectador dentro de um vulcão de relações que entra em erupção depois de tanto tempo. Incapaz de tomar alguma atitude para resgatar aqueles que se sujam na lama do íntimo revelado, resta o riso nervoso, a reflexão e a catarse.

War, jogo da Grow lançado no Brasil em 1972, originalmente criado pelo cineasta francês Albert Lamorisse (1922-1970), surge como falsa chave que dá acesso aos conflitos da ficção. Diante do mapa do mundo, os jogadores duelam entre si pela posse de territórios, vencendo quem primeiro atingir o objetivo pessoal e secreto sorteado antes do início da partida. Nesse confronto de estratégias, não há quem fique imune à experiência do próprio ego. Não é, por isso, tola a aproximação dessa dramaturgia com a de “Quem tem medo de Virgínia Woolf?”, do norte-americano Edward Albee, pois em ambos as brincadeiras ácidas, o álcool e o avançar da madrugada, além dos convidados estranhos, são caminhos através dos quais os protagonistas buscam o limite para, quem sabe daí, vislumbrarem um recomeço. Renata Mizrahi vence mais uma vez!

A excelente atuação de Verônica Reis
A direção de Diego Molina aponta caminhos, mas não oferece o melhor do quadro que ela mesma bem propõe. A evolução da narrativa marca as proximidades e as distâncias entre os casais: quem está junto mas separado, quem está separado mas junto e quem, além de junto, está próximo. Na encenação, as teses marcantes da escrita de Mizrahi, também estão claras: o amor pode unir célebres e fracassados, a atração sexual não anula a história compartilhada, a reinvenção da realidade tem limite como meio de sobreviver à vida. No entanto, a falta de dosagem na sucessão de quadros enche de responsabilidade o texto como quase o único elemento capaz de falar sobre as quebras de cada personagem. Em outras palavras: no panorama apresentado por Molina, os personagens chegam ao final exaustos, mas com as mesmas visões do início apesar de habitarem em um ambiente formalmente destruído. O melhor momento da direção é o olhar final de Roberta (Verônica Reis) ao beijo entre Sérgio e Laura (Camilo Pellegrini e Clara Santhana): não só uma saudade do amor em seu estado inicial, mas uma pontinha de esperança de que tudo sempre pode recomeçar.

Todos os atores de “War” apresentam ótimos trabalhos de interpretação, mas há maior destaque nos de Natasha Corbelino (Marília) e principalmente no de Verônica Reis (Roberta), essa última em uma das melhores atuações de sua carreira. É vibrante acompanhar, através do olhar de Reis, uma criteriosa opinião sobre todos os acontecimentos que sua personagem presencia. Com menos oportunidades, o mesmo pode ser visto em Camilo Pellegrini.

A cenografia de Lorena Lima e do diretor faz discreta referência ao movimento proposto última e celebremente por Daniela Thomas em “Pterodáctilos” sem a força devida. Também em pequena participação, os figurinos de Patrícia Muniz opinam pouco sobre o universo dos personagens. A luz de Anderson Ratto, mantida nas tradicionais varas superiores, contribui para a negativa linearidade aparente da ação. Apesar da ótima colaboração da trilha sonora de Renata Mizrahi, o quadro todo perde ótimas oportunidades de argumentar em favor de uma estética mais sensível.

“War” é a sexta peça adulta da Companhia Teatro de Nós. Um trabalho que vale a pena ver!

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FICHA TÉCNICA
Texto: Renata Mizrahi
Direção: Diego Molina
Cenário: Lorena Lima e Diego Molina
Elenco: Camilo Pellegrini, Clara Santhana, Fabrício Polido, Natasha Corbelino, Ricardo Gonçalves e Verônica Reis
Direção de arte e Figurinos: Patrícia Muniz
Iluminação: Anderson Ratto
Trilha Sonora: Renata Mizrahi
Direção de movimento: Juliana Medella
Assistente de direção: Carolina Godinho
Fotos e Vídeos: Ananda Campana
Programação visual: IviSpezani
Intérpretes de Libras: JDL Acessibilidade na comunicação
Direção de produção: Maria Alice Silvério
Produção e Realização: Companhia Teatro de Nós

terça-feira, 1 de setembro de 2015

Vanya e Sonia e Masha e Spike (SP)


Foto: divulgação

Patrícia Gasppar, Elias Andreato e Marília Gabriela


Uma comédia elegante

Com Marília Gabriela no elenco, a ótima versão brasileira da comédia americana “Vanya e Sonia e Masha e Spike” estreou no Rio de Janeiro no fim de julho e cumpre temporada no Teatro dos Quatro, no Shopping da Gávea, até início de setembro próximo. A colorida produção, lançada no outono em São Paulo, é a primeira incursão ao gênero do celebrado diretor Jorge Takla, que comemorou, no ano passado, quatro décadas de carreira. A montagem original da peça recebeu, entre outros troféus, o Tony Award de Melhor Espetáculo da Broadway em 2013. O texto, escrito por Christopher Durang, é uma versão bem-humorada do repertório dramático de Anton Tchékhov (1860-1904). As interpretações de Elias Andreato e de Patrícia Gasppar, além do cenário de Attilio Baschera e de Gregorio Kramer e do figurino de Theodoro Cochrane são os destaques mais positivos dessa montagem.

Alta comédia americana
Na história, o dia começa mal na Pennsylvania, no nordeste dos Estados Unidos, onde moram os irmãos já cinquentões e solteiros Vanya (Elias Andreato) e Sonia (Patrícia Gasppar). Diferente do que sempre acontece, ele serviu-se pessoalmente de café, o que dá início a uma briga através da qual o público os conhece melhor. Os dois moram na casa de campo deixada como herança para Masha (Marília Gabriela), a filha mais velha, que ainda os sustenta mesmo após a morte dos pais. Ao chegar, a diarista Cassandra (Teca Pereira) prenuncia coisas terríveis para o futuro da família, o que se confirma com a entrada de Masha logo em seguida. Ela, que é uma famosa atriz do cinema americano, vem participar de uma festa à fantasia na luxuosa casa em frente e aproveita para apresentar Spike (Bruno Narchi), seu novo namorado, quase trinta anos mais jovem. O dia evolui ainda pior quando Masha conta aos irmãos que, a conselho de sua empresária Houtie Pie, irá vender a velha casa. A jovem Nina (Juliana Boller), que entrou na história como uma fã de Masha, é convidada por Spike a ir também à festa, o que irrita sua namorada de meia-idade que, como seus irmãos, sofre a chegada da velhice.

Estruturada em um ato, a comédia de Christopher Durang não tem, no uso dos nomes dos personagens principais, as únicas referências a Tchékhov. A venda da propriedade e a existência nela de um suposto cerejal, bem como o enfrentamento do tédio e do encontro com a velhice, são outras ligações. No entanto, o mais interessante dessa dramaturgia é o modo como, na exata oposição ao dramaturgo realista russo, os personagens permanecem, em alguma medida, na luta por protagonizar seus destinos. Em outras palavras, como em Tchékhov, o tempo aqui também corrói, mas, diferente de lá, Vanya, Sonia e Masha não se curvam a ele (facilmente). Para os personagens nessa versão, Moscou é um destino possível.

Comportado dentro do estilo da alta comédia americana, o texto de Durang se esforça em apresentar os personagens e as situações em detalhes, deixando até mesmo o espectador mais lento em posição bastante confortável. Não se trata de um vaudeville, tampouco de uma farsa: as cenas são longas, as curvas pouco acentuadas, certa profundidade é plenamente mantida. Nina é jovem para contrastar com Masha, mas é calma para se opor a Spike. Cassandra surge sombria para antecipar o futuro, mas participa da superfície da ação na hora de defender seus amigos. Spike, por sua vez, seduz com a mesma rapidez com que é repelido. Com vários bons momentos, os melhores trechos do texto são o monólogo de Vanya acerca dos valores da vida antes da internet, o telefonema recebido por Sonia e o final.

Elias Andreato e Patrícia Gasppar em ótimas interpretações
Colorida demais, a versão de Jorge Takla rapidamente enche o texto e as interpretações da máxima responsabilidade em dar conta do ritmo. O vibrante cenário de Attilio Baschera e de Gregorio Kramer e o meticuloso figurino de Theodoro Cochrane preenchem o palco com uma enorme profusão de cores, de tons e de texturas que pouco evolui ao longo dos cento e vinte minutos de encenação porque já começa em alta. Por isso, pela forma como os elementos surgem na cena (e não apenas em termos de velocidade), “Vanya e Sonia e Masha e Spike” parece mais lento do que de fato é. O empenho nos detalhes, principalmente na ambientação e no guarda-roupa, mas também na iluminação de Ney Bonfante e na sonoplastia de Fernando Fortes, é um belíssimo elogio desse espetáculo ao público brasileiro de teatro. Palmas!

Bruno Narchi (Spike) e Juliana Boller (Nina) pouco acrescentam aos personagens de Durang, perdendo a oportunidade de expressar mais claramente suas funções na narrativa. Por outro lado, com habilidade, Marília Gabriela (Masha) empresta seu significado pessoal e Teca Pereira (Cassandra) sua força às colaborações que muito bem defendem. Em ambas, é bonito de contemplar as quebras de tom nos trechos finais da história, quando o fim é apontado. Elias Andreato (Vanya) e principalmente Patrícia Gasppar (Sonia) têm as melhores participações da peça pelo modo como, do início ao fim, suas presenças são recheadas de ações e de reações. Dos mais sutis gestos de olhar aos momentos de maior êxtase, suas interpretações ratificam o modo como o dramaturgo os criou: aqueles que permanecem.

A atriz Marília Gabriela
Comemorando quinze anos de carreira no teatro, a atriz Marília Gabriela, uma das jornalistas mais respeitadas do país (com quarenta e seis anos de trajetória), está de parabéns por mais esse passo sensível, cuidadoso e potente. “Vanya e Sonia e Masha e Spike” é uma comédia elegante como ela.


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Ficha técnica:
Direção: Jorge Takla
Texto: Christopher Durang
Tradução: Bianca Tadini e Luciano Andrey
Elenco: Marilia Gabriela, Elias Andreato, Patrícia Gasppar, Bruno Narchi, Teca Pereira e Juliana Boller
Cenário: Attilio Baschera e Gregorio Kramer
Figurinos: Theodoro Cochrane
Iluminação: Ney Bonfante
Sonoplastia: Fernando Fortes
Maquiagem: Duda Molinos
Perucas: Feliciano San Roman
Realização: Takla Produções

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Mantenha Fora do Alcance do Bebê (SP)


Foto: divulgação

Débora Falabella


Débora Falabella em mais um excelente trabalho de interpretação


Depois de uma curta temporada em junho em São Paulo, a peça “Mantenha Fora do Alcance do Bebê” cumpre temporada no Teatro de Arena do Espaço SESC Copacabana. Com brilhante direção de Eric Lenate, o espetáculo tem, no elenco, Anapaula Csernik e Débora Falabella, essa última em mais um trabalho de interpretação bastante elogiável. O excelente texto de Silvia Gomez já recebeu merecida indicação ao prêmio de Melhor Dramaturgia de 2015 da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA). Em cartaz, produzida por Ricardo Grasson, a montagem conta a história de uma Mulher que está sendo entrevistada por uma Assistente Social a fim de adotar um bebê. Essa situação, no entanto, é apenas ponto de partida para outras em que se sugerem diversas reflexões sobre os caminhos da humanidade.

Dramaturgia e encenação se revelam no fim
Nos últimos cinco minutos da encenação de “Mantenha Fora do Alcance do bebê”, todo o sentido do espetáculo fica mais acessível e a peça se torna excelente. No texto, uma Mulher (Débora Falabella) está sendo entrevistada por uma Assistente Social (Anapaula Csernik) como parte de um processo inicialmente corriqueiro de adoção de crianças. Nos diálogos de Silvia Gomez, aos poucos, algumas marcas de absurdo vão aparecendo. Através de detalhes, percebe-se que essa possível Mãe está, na verdade, escondendo boa parte de si mesmo e procurando interpretar alguém que pareça confiável o bastante para, mais rapidamente, realizar o sonho da maternidade. Por outro lado, na medida em que o íntimo da Entrevistada se revela, o público também se aproxima da Entrevistadora, essa a real protagonista da história. De forma brilhante, a dramaturgia de Gomez se utiliza do tema da adoção para falar de um tipo de futuro que ainda é possível construir. Assim como a Mulher acredita ser possível escolher o “modelo” e as “configurações” do bebê que gostaria de levar para casa, talvez sua personagem defenda aí a responsabilidade dos homens pelos males do mundo hostil em que vivemos. Na cena final, os personagens tomarão parte em uma situação ativa que será capaz de modificar a situação geral, assumindo, possivelmente pela primeira vez, o protagonismo de suas existências até então coadjuvantes no ponto de vista desse excelente texto.

A encenação dirigida por Eric Lenate é brilhante. Em um misto da estética plástica célebre nos espetáculos do americano Robert Wilson com amplo uso de intepretações partiturarizadas – que já foram vistas em sua versão para “Limpe todo o Sangue Antes que Manche o Carpete”, de Jô Bilac -, o espetáculo é formalmente inquietante. A dureza de todos os movimentos, das entonações e das cores que se veem no figurino e no cenário sustenta uma realidade que será quebrada nos últimos minutos. Vale a pena ver como toda a frieza evolui até ficar suficientemente quebrável, momento em que o espetáculo viabiliza o melhor de sua poética. O significado das menções aos lobos (Diego Dac), que invadiram a cidade onde moram as personagens da Entrevistada (Falabella) e da Entrevistadora (Csernik), é capaz de dar conta da liberdade almejada pelo público ao final da apresentação. Excelente trabalho de Eric Lenate!

Débora Falabella em mais um excelente trabalho de interpretação
Mais uma vez Débora Falabella (Entrevistada) oferece um grande trabalho de interpretação ao público carioca. Vencedora do Prêmio APTR por “Contrações”, no último ano, sua participação em “Mantenha Fora do Alcance do Bebê” é similar, mas não menos desafiadora e igualmente meritosa. Naquele espetáculo como nesse, há uma escrivaninha que separa sua personagem de sua interlocutora. No entanto, se, no texto do inglês Mike Barlett, a personagem Emma, tal como um cordeiro imolado, é atropelada pelo sistema, aqui seu papel é outro. Inicialmente tentando oferecer à Entrevistadora (Csernik) aquelas marcas que ela espera identificar, a candidata à mãe passa a dominar o jogo ao longo dos diálogos. No final, será ela quem, em um determinado ponto de vista, terá algo a oferecer: a possibilidade de um novo mundo. Esse jogo de expressões cada vez mais profundas e irreversíveis, já visto em “Contrações”, ganha aqui a possibilidade do alcance do poder, a ironia, as segundas intenções e até o deleite que sua personagem lá não tinha. Em bom trabalho, Ana Paula Csernik (Entrevistada) evidencia bem menos a curva narrativa de sua personagem, negativamente mantendo linear suas expressões inclusive nas cenas finais. Jorge Emil (Marido), em sua participação pequena, não se modifica também. Diego Dac (Lobo) apresenta excelente trabalho de corpo na minúscula, mas essencial, atuação do fim.

Os figurinos e adereços de Rosângela Ribeiro, o cenário do diretor e a luz de Aline Santini, ao mesmo tempo em que aprisionam os personagens em uma situação estética tão fria quanto enrijecida, recortam as figuras em um esforço para apagar suas identidades lindamente. Em outras palavras, assim como a situação está presa em um quadrado bem delimitado, é como se os personagens flertassem com a margem, deixando ver que, talvez, sair dali não seria ruim. Marcado em termos de ritmo pela trilha sonora de L. P. Daniel, o quadro viabiliza uma poética cuja delicadeza só se poderá contemplar no fim.

O espectador atento irá saber, desde aqui, que “Mantenha Fora do Alcance do Bebê” é como uma paisagem cujo olhar distante, vindo do seu interior, é definitivo para compreender sua complexidade. Vale a pena ver!

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FICHA TÉCNICA

Texto: SILVIA GOMEZ
Direção: ERIC LENATE
Elenco: DÉBORA FALABELLA, ANAPAULA CSERNIK, JORGE EMIL & DIEGO DAC
Assistência de Direção: JANAÍNA AFHONSO
Figurinos e Adereços: ROSÂNGELA RIBEIRO
Cenografia e Adereços: ERIC LENATE
Assistência de Cenografia: SAULO SANTOS
Iluminação e Adereços: ALINE SANTINI
Assistência de Iluminação e Operação de Luz: GUILHERME TRINDADE
Trilha Sonora, Sonoplastia e Engenharia de Som: L. P. DANIEL
Direção de Palco: DIEGO DAC & SAULO SANTOS
Mascareiro: FÁBIO PINHEIRO
Projeto Gráfico e Vídeos: LAERTE KÉSSIMOS
Fotos de Cena, Vídeos e Documentação: LEEKYUNG KIM
Direção de Produção: RICARDO GRASSON
Produção Executiva: CÍCERO DE ANDRADE & RICARDO GRASSON
Assistência de Produção: FRANN FERRARETTO & FELIPE COSTA
Coordenação Administrativa: JOÃO NORONA (DEARO)
Assessoria de Imprensa: SILVANA CARDOSO (PASSARIM COMUNICAÇAO & MARKETING)
Realização e Produção: GELATINA CULTURAL PRODUÇÕES ARTÍSTICAS
Idealização: SOCIEDADE LÍQUIDA